Vereadora pode ser investigada por suposta agressão a equipamento de jornalista
Pedido de abertura de Comissão Processante será lido em sessão da Câmara; representação foi protocolada por profissional de imprensa

A Câmara de Maringá deve votar na sessão de hoje a leitura de um pedido de abertura de Comissão Processante contra a vereadora Giselli Bianchini (PL). A representação, protocolada por um jornalista, atribui à parlamentar a ação de desferir tapas em um celular usado para registro de atividade jornalística nas dependências do Legislativo.
O que a representação diz
Segundo o documento assinado pelo jornalista Gilmar Ferreira e dirigido à Mesa Executiva da Câmara, o episódio ocorreu em 10 de setembro, enquanto ele gravava fatos de interesse público no plenário. A alegação é de que a vereadora aproximou-se e atingiu o aparelho, com aparente objetivo de interromper ou dificultar a gravação. O contexto apontado no texto envolve uma discussão sobre declarações do vereador Luiz Neto (Agir) sobre profissionais da educação, mas a representação afirma que esse pano de fundo serve apenas para localizar o momento e não altera o objeto da apuração, que é a conduta física atribuída à parlamentar.
Pediram preservação de provas e oitivas
A peça encaminhada à Câmara solicita preservação imediata das imagens do circuito interno de segurança, exame de outros vídeos gravados no local — inclusive o arquivo do próprio representando — registros da sessão ou atividades do dia, e a oitiva de testemunhas, entre elas o vereador Luiz Neto. Também foi pedido que a vereadora seja notificada para apresentar sua versão e que o protocolo e as providências previstas nas normas internas sejam cumpridos caso se confirme infração ética ou disciplinar.
O pedido fundamenta-se em dispositivos do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Maringá e em trechos da Constituição Federal relacionados à livre manifestação e à atividade jornalística. Cópia da representação foi enviada ainda ao presidente do diretório municipal do PL em Maringá para ciência e eventual adoção de medidas partidárias.
Há outro processo em andamento na Casa contra a vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PL). A representação enviada por Gilmar Ferreira registra que não antecipa conclusão sobre responsabilidade disciplinar, deixando claro que cabe à Câmara apurar os fatos, ouvir envolvidos e examinar as provas antes de qualquer decisão.





