Em texto, Tania Tait afirma que mulheres eleitas enfrentam ataques, processos e violência política de gênero distintos dos homens

Em coluna publicada sobre a Câmara Municipal de Maringá, a professora e escritora Tania Tait afirma que vereadoras têm sido tratadas de forma desigual em relação aos colegas homens, com maior exposição a processos, ataques e ameaças. O texto destaca a atuação de cinco vereadoras na atual legislatura e aponta que três delas passaram por medidas disciplinares ou estão sob investigação.
Segundo a autora, a diferença de tratamento se manifesta na celeridade de processos contra mulheres, nos ataques públicos e nas ofensas que circulam nas redes e nos espaços políticos. Tait ressalta que, ao contrário de parte das vereadoras, muitas mulheres que chegaram aos cargos não têm vínculos familiares ou padrinhos políticos e teriam construído suas trajetórias eleitorais por mérito próprio.
O texto lembra que a legislação de 2021 tipificou a violência política de gênero como crime, mas afirma que xingamentos, ameaças de morte e tentativas de difamação permanecem corriqueiros. A colunista também cita casos nacionais de mulheres mortas por razões políticas, listando nomes que compõem um histórico de violência contra ativistas e representantes públicas, apresentados como referência ao problema mais amplo.
Tania Tait menciona ainda o Movimento Mais Mulheres no Poder, criado em 2020 e tido como um dos esforços locais para aumentar a participação feminina na política municipal. O movimento celebrou a eleição de cinco mulheres, mas, segundo a autora, nem todas as eleitas defendem consistentemente pautas de direitos das mulheres, o que gera outro tipo de tensão e crítica dentro do universo político.
Na avaliação da colunista, há dois pontos que merecem reflexão: o tratamento dado às mulheres eleitas e a postura de algumas mulheres em cargos públicos que se opõem a pautas feministas. O texto conclui defendendo que processos e decisões sejam conduzidos com igualdade de rigor para todos os agentes políticos e que misoginia e machismo não influenciem a tramitação ou o tratamento dado às mulheres.
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