Câmara de Maringá recebe representação contra vereadora Giselli Bianchini por suposta quebra de decoro

Documento, protocolado pelo jornalista Gilmar Ferreira, pede apuração sobre gravações no gabinete, objeto com aparência de arma, atuação jornalística e publicações nas redes da parlamentar

Câmara de Maringá recebe representação contra vereadora Giselli Bianchini por suposta quebra de decoro
Foto: Reprodução/TV Câmara/YouTube, Com

A Câmara Municipal de Maringá recebeu uma representação pedindo abertura de processo disciplinar contra a vereadora Giselli Patrícia Caetano de Lima Bianchini (PL) por suposta infração ética e quebra de decoro parlamentar, segundo o documento protocolado pelo jornalista Gilmar Ferreira, do site O Diário de Maringá. A peça solicita investigação sem antecipar juízo de culpabilidade.

Principais pontos apontados na representação

O pedido indica quatro eixos de apuração. Primeiro, o uso de dependências e da identidade visual da Câmara para gravação de conteúdos de divulgação pessoal ou com possível caráter eleitoral, citando reels publicados no Instagram da vereadora gravados no gabinete. O autor pede esclarecimentos sobre quem filmou e editou, se houve uso de equipamentos, servidores ou assessores da Casa e se as produções ocorreram em horário de expediente.

Segundo, a existência, em vídeos divulgados pela vereadora, de um objeto com aparência de arma ou de equipamento ligado a instrumento de repressão. A representação não afirma tratar-se de arma de fogo e solicita que a Câmara identifique natureza, origem, propriedade e finalidade do objeto, à luz da norma regimental que trata de porte na sede.

Terceiro, a presença e o exercício de atividade jornalística nas dependências da Casa, com pedidos de verificação das publicações da vereadora sobre a presença do jornalista no local. Quarto, o uso das redes sociais da parlamentar para divulgar ou ampliar conteúdos relacionados ao jornalista e a terceiros, incluindo material originado no círculo familiar, conforme o texto.

Pedidos administrativos e encaminhamentos

A representação solicita preservação imediata dos vídeos e publicações apontados, oitiva de testemunhas e servidores, requisição de imagens de segurança e registros de acesso. Caso existam indícios, pede ainda o encaminhamento de cópias à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público e às autoridades policiais. O autor registra que, pelo Código de Ética, representação popular exige assinatura de pelo menos 5% dos eleitores de Maringá, com titulação eleitoral, e admite que a minuta não reúne esse apoio, salvo se subscrita por vereador ou partido com assento na Câmara.

O texto que divulgou a representação também relaciona controvérsias envolvendo a vereadora, conforme apontado pelo autor, e registra que ela não compareceu a sessões citadas pelo publicador até o horário indicado na publicação.

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