Reportagens apontam participação de integrantes do alto escalão municipal na formulação do programa protocolizado para o Paraná
Integrantes do alto escalão da Prefeitura de Ponta Grossa teriam participado da elaboração do plano de governo do candidato Sergio Moro (PL) para o Paraná, segundo reportagens e comunicados citados pela fonte. O documento foi protocolizado no período imediatamente anterior à publicação da matéria original.
Pauta e participação
De acordo com o blog Politicamente e com reportagens posteriores que citaram a assessoria de Moro, a equipe da prefeita Elizabeth Schmidt teria colocado gestores municipais à disposição para colaborar na formulação do programa. Foram nomeados Liliam Brandalise, da Saúde; Guilherme Rangel, da Segurança; Tônia Mansani, da Inovação; e Gustavo Schemim da Matta, procurador do município. A assessoria do candidato confirmou a participação de gestores e entidades em matéria publicada no diário Oeste Notícias em 21 de julho, conforme a fonte original.
A fotografia que ilustra a cobertura mostra a secretária municipal de Saúde, Liliam Brandalise, sentada junto ao senador e ao postulante a vice na ocasião em reunião de trabalho, segundo a descrição da matéria.
Contexto da gestão municipal
As reportagens também relacionam a participação desses gestores ao desempenho fiscal e operacional da administração de Ponta Grossa. Segundo os levantamentos citados, as despesas de custeio do município teriam subido de R$ 299 milhões para R$ 591 milhões entre 2021 e 2024. O texto aponta que o município passou de superávits em 2021 e 2022 para déficits em 2023 e 2024, com a deterioração das contas citada nas matérias.
Ainda conforme as reportagens, diante do quadro financeiro a prefeitura propôs reajustes no IPTU, com proposta inicial de aumento que chegou a 50% e alteração posterior do limite aprovada pela Câmara. Na educação, as publicações referem problemas na entrega de uniformes e kits escolares e denúncias sobre alimentos estragados na merenda, que teriam motivado questionamento do Ministério Público ao contrato de alimentação.
A matéria também informa que Liliam Brandalise figura entre investigados em uma CPI na Câmara Municipal por supostas irregularidades no contrato do Centro de Referência para Animais em Risco. Quanto ao transporte coletivo, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná teria multado a prefeita em 2023 por descumprimento de liminar que exigia melhorias, com auditoria apontando problemas de superlotação e falta de acessibilidade nos terminais, conforme relatado.
As informações sobre participação na elaboração do plano de governo e sobre a situação administrativa de Ponta Grossa foram extraídas das matérias citadas pela fonte. As atribuições e as investigações mencionadas permanecem como alegações ou apurações nas fontes originais.
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