Novo modelo de governança em segurança pública é apresentado pela Prefeitura de Maringá

 


A Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto de Projetos Avançados para Cidades (InPacta) apresentou nesta segunda-feira, 13, o Sistema de Proteção Municipal de Maringá, um novo modelo de governança em segurança pública. A proposta prevê seguir três passos: compreender os problemas, planejar as ações e, na sequência, executá-las. O sistema leva em conta estatísticas sobre crimes e dados sobre a percepção da população em relação à segurança.


O modelo foi apresentado durante reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e está sendo desenvolvido por meio de uma parceria entre InPacta e a empresa Stratelli Inteligência Estratégica.


O trabalho inclui a análise das estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública sobre registros criminais em Maringá nos últimos cinco anos. Também foram avaliados os relatos de moradores sobre locais da cidade que trazem a sensação de insegurança, com base em quase 30 mil menções nas redes sociais nos últimos dois anos. O estudo considera espaços, como prédios públicos e eventos, que podem ser atrativos para criminosos.


Com base nessas informações, a proposta é criar blocos específicos de proteção para cada região da cidade. O modelo prevê que, antes da definição das ações e dos investimentos em segurança, seja realizado um diagnóstico de cada território para identificar os principais problemas. A partir desse levantamento, são definidos o planejamento, as ações e o acompanhamento dos resultados, direcionando recursos, como viaturas, câmeras e outros equipamentos, de acordo com a necessidade de cada local.


O prefeito Silvio Barros afirmou que o modelo representa um avanço significativo na política de segurança pública.


“Maringá vai dar um grande passo nessa área, não só no combate à criminalidade com ações preventivas e ostensivas, mas na sensação de segurança que é percebida pelas pessoas. Às vezes existe um ponto da cidade que é mais escuro ou deserto onde nunca ocorreu um crime, mas as pessoas sentem que aquele é um local inseguro. Com essa nova ferramenta vamos identificar esses locais e fazer as correções necessárias”, explicou.


De acordo com a diretora-presidente do InPacta, Cristiane Hasegawa, a implementação do modelo de governança será feita em quatro etapas.


“Estamos no final da segunda etapa e a intenção é colocar o plano em prática até o final do ano. Seguimos o conceito de que cidade inteligente não é apenas aquela que instala tecnologia. É aquela que transforma dados em decisão, decisão em governança e governança em proteção real para as pessoas”, ressaltou.


O secretário de Segurança, Delegado Luiz Alves, reforçou que o modelo de governança vai proporcionar mais assertividade nas ações.


“Somos comprometidos com a melhora contínua das nossas ações, sejam ostensivas ou preventivas. E, quando o assunto é prevenção, ter uma ferramenta como esta para estudo, planejamento e execução faz toda a diferença. Na prática estamos trabalhando para oferecer mais segurança para moradores e visitantes de Maringá”, destacou. PMM

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