O vídeo de um gato-maracajá acuado dentro de um condomínio residencial em Maringá chamou a atenção e viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira, 9. O que muitos moradores acreditavam ser inicialmente um filhote de gato doméstico acabou se revelando um raro exemplar de uma espécie ameaçada de extinção.
O animal foi resgatado por equipes do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e encaminhado ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), onde passará por avaliações veterinárias antes de uma possível reintrodução ao habitat natural.
O Portal GMC Online conversou com exclusividade com a moradora Nadia Tozini, responsável por gravar o vídeo que rapidamente ganhou repercussão na internet. Ela contou que encontrou o felino ao sair do elevador com seu cachorro e se assustou com a reação das pessoas que estavam no local.
“Quando saí do elevador com o meu cachorro, que é um bulldog grande, encontrei o porteiro e um prestador de serviço olhando assustados. Eu até me assustei junto e perguntei o que estava acontecendo”, relatou. Segundo Nadia, a primeira impressão dos moradores foi de que se tratava de uma jaguatirica ou algum outro felino silvestre.
“Eles falaram que era uma jaguatirica, depois comentaram que parecia um gato-maracajá. O que mais chamou atenção foi o som que ele fazia. Era um barulho parecido com o de uma onça, mais baixo, mas muito diferente do que estamos acostumados a ouvir de um gato doméstico”, disse.
A moradora conta que imediatamente pegou o cachorro no colo ao perceber que o animal estava assustado e bastante arredio. “Ela estava muito assustada e evitava se aproximar das pessoas. Ficava andando pela garagem e pela área de jardinagem do condomínio. Apesar de ser pequena, é forte e tem características bem diferentes de um gato comum. Não passa despercebida”, afirmou.
De acordo com Nadia, o felino já circulava pelo condomínio desde antes das 7h da manhã. Durante todo o período, a síndica e os funcionários acompanharam a movimentação do animal enquanto aguardavam a chegada da Polícia Ambiental.
“A síndica já estava tomando todas as providências e acionando a Polícia Ambiental. O porteiro acompanhava apenas os deslocamentos dela para garantir que ninguém se aproximasse e que ela não entrasse em risco”, contou. O resgate foi realizado no início da tarde por uma equipe do BPMA, que utilizou protocolos específicos de manejo de fauna silvestre para garantir a segurança do animal e dos moradores.
Segundo a Polícia Ambiental, o gato-maracajá (Leopardus wiedii) é uma espécie nativa da fauna brasileira e está incluída na lista de animais ameaçados de extinção. Após a captura, o felino foi encaminhado ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre da região, onde será submetido a exames clínicos e avaliação comportamental. Caso esteja em boas condições de saúde, o animal deverá ser devolvido à natureza nos próximos dias.
A Polícia Ambiental reforça que a responsabilidade pelo manejo e captura de animais silvestres em áreas urbanas é do Instituto Água e Terra (IAT), cabendo ao BPMA prestar apoio operacional em situações que ofereçam risco à população ou ao próprio animal. A orientação para moradores que encontrarem animais silvestres em áreas urbanas é não tentar se aproximar, capturar ou alimentar o espécime, acionando imediatamente os órgãos ambientais responsáveis para que o atendimento seja realizado por profissionais habilitados. GMConline

Postar um comentário