Caso Eulália: investigado pela morte de idosa em Maringá diz que confessou crime sob pressão em audiência


 O homem investigado pela morte de Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, passou por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira, 24. Elisio Basilio da Silva, de 60 anos, participou da sessão por volta das 14h e apresentou sua versão sobre os fatos.


Durante a audiência, o investigado relatou problemas de saúde, reclamou da forma como o mandado de prisão foi cumprido e afirmou que teria confessado a morte da idosa após se sentir coagido pela equipe responsável pela investigação.


Elisio foi preso preventivamente na última quarta-feira, 22, em Maringá. Segundo a Polícia Civil, ele teria confessado envolvimento na morte de Eulália, que desapareceu no dia 15 de junho, após sair de casa com a intenção de viajar até Nova Londrina, onde pretendia comprar uma propriedade. O corpo da idosa foi localizado quase um mês depois, na região de Porto Tigre, em Nova Londrina.


Polícia encontrou pistas nos pertences da vítima

De acordo com a investigação, a polícia chegou até o suspeito após encontrar, entre os pertences de Eulália, um bilhete com o nome de Elisio e um número de telefone.


Os investigadores também localizaram uma oração escrita pela idosa, na qual ela pedia pelo relacionamento entre os dois e para que Elisio conseguisse um emprego.


Segundo a Polícia Civil, os dois teriam se conhecido cerca de um ano antes do crime e mantinham contato desde então.


A investigação aponta que o suspeito teria se aproximado da vítima de maneira dissimulada, conquistado sua confiança e conseguido acesso aos bens dela antes da morte.


Veículo e celulares foram apreendidos

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, foram apreendidos celulares e o veículo que, segundo a polícia, teria sido utilizado no dia do crime. O caso é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.


O inquérito policial ainda não foi concluído e, após a finalização, deverá ser encaminhado ao Ministério Público do Paraná para análise. A defesa de Elisio ainda não havia se manifestado sobre o caso até a publicação desta reportagem. GMConline

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