Uma operação internacional de combate ao mercado ilegal de medicamentos resultou na prisão de Mathias Daniel Julián Riveros Bordón, de 29 anos, em Cidade do Leste, na fronteira entre o Paraguai e o Brasil. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa voltada à falsificação em massa de tirzepatida — princípio ativo amplamente utilizado em tratamentos modernos para emagrecimento e controle do diabetes.
Segundo as investigações conduzidas pelo Departamento de Acordos e Convenções de Cooperação Policial Internacional, o esquema funcionava completamente à margem da legalidade. Embora o Paraguai possua laboratórios devidamente autorizados e produção regularizada de tirzepatida, o laboratório clandestino estourado pelas autoridades atuava fora do mercado regulado, gerando graves riscos à saúde pública.
O Esquema Transfronteiriço e a Apreensão
O local fiscalizado pelas equipes policiais era utilizado para envasar, rotular e embalar o produto falsificado como se fosse um medicamento legítimo. O destino final de quase toda a produção era o mercado clandestino brasileiro.
Durante a vistoria no imóvel, os agentes apreenderam:
Cerca de 4 mil frascos lacrados de medicamento injetável;
Rótulos falsificados com a inscrição “Tirzepatida T.G. 15 mg”;
Insumos e materiais de embalagem sem qualquer tipo de controle higiênico ou sanitário.
De acordo com as autoridades policiais, os itens apreendidos não atendiam a nenhum dos controles sanitários rigorosos exigidos internacionalmente para a fabricação, armazenamento e distribuição de substâncias injetáveis.
Investigação por Tráfico e Prisão Preventiva
As investigações apontam que outros integrantes do grupo já foram identificados. Os suspeitos aproveitavam a facilidade da fronteira para transitar constantemente entre o Paraguai e o Brasil, coordenando a logística de entrega e a comercialização ilegal dos produtos em território brasileiro.
Diante da gravidade dos fatos, o promotor de Justiça Luis Trinidad Colmán indiciou Mathias Riveros e determinou sua prisão preventiva. O suspeito permanece detido no departamento de Alto Paraná. O caso agora é investigado formalmente como crime de tráfico de medicamentos nocivos à saúde, e as autoridades locais não descartam a emissão de pedidos de prisão internacional para capturar os demais envolvidos que operam do lado brasileiro da fronteira. Hoje Maringá

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