Brasileiro envolvido com grupo neonazista é preso na Itália

 


Um brasileiro envolvido com grupo neonazista é preso na manhã deste sábado pelas autoridades da Itália após passar anos foragido da justiça paranaense. O fugitivo internacional João Guilherme Correa possuía dois mandados de captura em aberto expedidos pelo poder judiciário do estado do Paraná. Com efeito, a localização do suspeito ocorreu na região de Pavia graças a uma intensa articulação de cooperação policial internacional.


As investigações apontam que o homem participou ativamente de crimes graves de intolerância racial e de um duplo homicídio qualificado. Portanto, a Polícia Civil do Paraná (Pcpr) monitorava os passos do infrator para efetuar o cumprimento das ordens judiciais pendentes.


Crime

O crime violento que motivou a condenação do acusado aconteceu na cidade de Quatro Barras, localizada na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com os relatórios oficiais, o duplo assassinato decorreu de uma disputa pelo comando de uma facção criminosa intolerante. Da mesma forma, as vítimas Bernardo Pedroso e Renata Ferreira perderam a vida logo após saírem de uma confraternização ideológica extremista.


O criminoso recebeu uma pena de 35 anos de reclusão, mas conseguiu fugir do território nacional dias antes do julgamento oficial. Consequentemente, os agentes de Sarandi realizaram buscas em imóveis familiares para colher celulares e rastrear o paradeiro do condenado na Europa.


Investigação

Segundo o delegado William Araújo Ribeiro, os dados coletados na comarca paranaense subsidiaram diretamente a ação das polícias internacionais do continente europeu. Ademais, a Justiça do Paraná já havia condenado outros envolvidos no atentado, incluindo o economista Ricardo Barollo, apontado como mandante intelectual. Desse modo, o detido permanecerá isolado em uma penitenciária italiana enquanto aguarda a tramitação do pedido de extradição para o Brasil.


A legislação penal brasileira determina que promover a divulgação de símbolos preconceituosos constitui um crime grave, inafiançável e totalmente imprescritível. Igualmente, fabricar ou comercializar ornamentos que utilizem a cruz suástica resulta em penas severas de reclusão e aplicação de multas financeiras. Essas medidas punitivas tornaram-se ainda mais rigorosas quando os atos de discriminação acontecem por meio dos veículos de comunicação social.


Em nota oficial, os familiares da jovem assassinada manifestaram um profundo sentimento de alívio com a notícia da captura do foragido. Por fim, os parentes esperam o recambiamento célere do agressor para que o cumprimento da pena ocorra em solo brasileiro.


Fonte: g1

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