A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), apresentou nesta quarta-feira, 27, durante audiência pública na Câmara Municipal, a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026. O balanço mostra aumento da arrecadação própria e recorde histórico de investimentos realizados pelo município em serviços e infraestrutura para a população.
Conforme o relatório, o município arrecadou R$ 1,36 bilhão entre janeiro e abril deste ano, o equivalente a 39,14% da previsão de receitas para todo o exercício de 2026. No mesmo período, as despesas empenhadas somaram R$ 1,31 bilhão, resultando em superávit orçamentário de R$ 44,56 milhões. A Prefeitura encerrou o quadrimestre com resultado financeiro de R$ 435,12 milhões, sendo R$ 183,99 milhões em recursos vinculados e R$ 251,13 milhões em recursos livres, garantindo a continuidade e ampliação dos serviços prestados aos maringaenses.
A Prefeitura empenhou R$ 115,76 milhões em investimentos apenas no primeiro quadrimestre, maior valor já registrado na história de Maringá para o período. A maior parte dos recursos foi destinada à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), responsável por 56,28% dos investimentos realizados em obras e melhorias no município.
Na Saúde, 15,85% da receita foram aplicados em ações e serviços públicos, acima do mínimo constitucional de 15%. Na Educação, o índice registrado no período foi de 13,14%, percentual que tradicionalmente é ampliado ao longo do exercício para cumprimento do mínimo anual exigido pela Constituição.
Para o secretário de Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, o desempenho reflete a efetividade de medidas adotadas pela administração municipal. “Tivemos uma performance muito satisfatória, superior aos resultados registrados nos primeiros quadrimestres de 2024 e 2025. Mesmo diante da redução de alguns repasses estaduais e federais, mantivemos os atendimentos e garantimos investimentos importantes para a cidade”, disse.
Além das aplicações de recursos já planejadas, o município estuda investimentos que poderão chegar perto de R$ 500 milhões acima do orçamento neste ano. “Viabilizamos suplementações de cerca de R$ 137 milhões para projetos de diversas áreas e estamos estudando novos investimentos que podem ultrapassar R$ 300 milhões. Maringá vive um dos maiores ciclos de investimentos da sua história”, afirmou.
Arrecadação - O relatório aponta para crescimento de 14,63% na arrecadação em relação ao mesmo período de 2025. Um dos fatores que influenciaram positivamente o resultado foi a arrecadação com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que cresceu 27,07%, passando de R$ 212,28 milhões para R$ 269,73 milhões.
O aumento dessa arrecadação própria ganhou relevância diante de quedas em transferências correntes recebidas do Estado e da União, que retraíram 8,99% em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado. As transferências estaduais caíram 15,86%, com destaque para a redução de 26,79% no repasse do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e de 40,93% nos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) repassados pelo Estado. As transferências da União tiveram queda de 0,97%.
O secretário de Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, explicou que a readequação promovida no desconto do IPTU para este ano foi fundamental para a manutenção e ampliação de serviços prestados para a população. “A readequação promovida no desconto do IPTU foi uma decisão necessária para manter a capacidade da Prefeitura de investir em serviços e infraestrutura para os maringaenses. Hoje, essa arrecadação reforça o caixa do município e contribui diretamente para que Maringá continue atendendo o cidadão”, pontuou.
Ferreira enfatizou que a gestão fiscal adotada pelo município tem sido essencial para compensar perdas externas e garantir estabilidade financeira. “Tivemos dois impactos importantes sobre a receita municipal, que são a queda nos repasses do IPVA e as mudanças relacionadas à reforma tributária. Isso reforça que as medidas que adotamos foram necessárias para manter o equilíbrio das contas públicas. Por causa do gerenciamento e da disciplina fiscal do município, nada ficou descoberto.”
Na oportunidade, Ferreira ponderou que o cenário econômico exige atenção nos próximos quadrimestres. “Ainda teremos mais dois quadrimestres pela frente, em um contexto de juros elevados e redução de repasses externos. Nossa equipe segue trabalhando diariamente para planejar soluções e manter a sustentabilidade financeira do município.”
Ainda conforme a apresentação, as despesas com pessoal permanecem em patamar saudável e abaixo dos limites legais. O índice ficou em 44,31% da Receita Corrente Líquida ajustada, abaixo do limite prudencial de 51,3% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. PMM

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