PCPR prende 26 pessoas em megaoperação contra organização criminosa no Sudoeste do Paraná

 


Uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nas primeiras horas desta quarta-feira (20 de maio) resultou na prisão de 26 pessoas e no desmantelamento de uma ramificação regional de uma organização criminosa de alcance nacional. A ofensiva, que mirou o tráfico de entorpecentes e crimes correlatos, mobilizou forças de segurança no Sudoeste do Estado e em outras sete cidades paranaenses, contando com o apoio estratégico da Polícia Militar (PMPR) e da Polícia Penal (PPPR).


Para garantir a eficácia dos cumprimentos judiciais, a ação utilizou helicópteros e equipes com cães de faro da PCPR. Ao todo, além das 26 prisões — que integraram mandados judiciais e uma autuação em flagrante por posse ilegal de arma de fogo —, as equipes policiais cumpriram 27 mandados de busca e apreensão.


Os alvos estavam distribuídos nos municípios de Palmas, Pato Branco, Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Santa Teresa do Oeste, União da Vitória, Planaltina do Paraná e São José dos Pinhais. O foco central do inquérito engloba os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.


As prisões e buscas efetuadas nesta quarta-feira são o coroamento de um trabalho investigativo de fôlego que teve início no ano de 2023. De acordo com os investigadores, a primeira fase da ação foi deflagrada em novembro daquele ano, mas o grupo criminoso se reorganizou de forma peculiar na região.


“Naquela ocasião, muitos maridos e companheiros foram presos e as suas mulheres continuaram a comandar as ações criminosas”, complementa a delegada Alini Simadon.


Os desdobramentos, cujas principais diligências se concentraram a partir da comarca de Palmas, descortinaram uma forte célula regionalizada da facção. O monitoramento apontou que o grupo estava fortemente estruturado e atrelado a diversas práticas ilícitas que envolviam a distribuição de armamentos e entorpecentes.


A liderança exercida por mulheres jovens dentro do organograma do bando chamou a atenção das autoridades policiais ao longo do processo investigativo.


“Verificamos a presença de diversas mulheres jovens neste grupo. Elas atuavam como articuladoras das atividades criminosas, no repasse de informações e na disciplina entre os membros”, explica o delegado Kelvin Bressan.


Todos os presos na operação foram formalmente qualificados, passaram por exames de corpo de delito e acabaram encaminhados diretamente ao sistema penitenciário do Estado. A PCPR informou que manterá as investigações ativas, utilizando agora os aparelhos celulares, documentos e demais elementos de prova apreendidos nesta fase para identificar outros elos do grupo criminoso. Hoje Maringá

Comente

Postagem Anterior Próxima Postagem