Ricardo Barros fala sobre eleições, alianças políticas e investimentos para Maringá

 


Parte dos filiados da Federação União Progressista, legalizada por unanimidade pelo TSE na semana passada e formada pelo PP e pelo União Brasil, quer apoiar a candidatura a governador do senador Sergio Moro (PL). E outra parte quer apoiar o candidato a ser escolhido pelo governador Ratinho Junior.


A avaliação é do deputado federal Ricardo Barros, dirigente nacional da Federação União Progressista, em entrevista à CBN de Maringá. “Mas nós não temos pressa. Temos até julho/agosto, quando serão realizadas as convenções, para decidir. E não temos nenhum constrangimento em apoiar um ou outro”.


Em relação à sucessão estadual, ele descartou eventual aliança com o deputado estadual Requião Filho (PDT), que também é candidato a govenador e ponderou que entre os pré-candidatos do grupo de Ratinho o que mais tem voto em Curitiba é Rafael Greca, que deixou o PSD e se filiou ao MDB.


Disse que a filiação de Grega ao MDB lhe deu autonomia e que “ele será candidato a governador com ou sem o apoio de Ratinho”. Em relação à filiação do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, ao Republicanos também foi uma forma do pré-candidato buscar autonomia eleitoral.


Já em relação a Guto Silva, outro pré-candidato a governador do grupo de Ratinho, o deputado se mostrou cético quanto a viabilidade eleitoral do ex-secretário das Cidades. Observou que a aprovação do governador é excelente e que ela pode sim transferir votos, “mas isso depende do candidato”.


Cristina Graeml errou

Segundo Ricardo Barros, a filiação da jornalista Cristina Graeml ao PSD, para Ricardo Barros, “a julgar pelas reações negativas nas redes sociais, foi um erro e vai esvaziar a candidatura dela”. Na avaliação dele, “ela ficou na mão do partido e se perder popularidade vai acabar sendo candidata a deputada”.


Em relação à sucessão nacional, deputado disse que “a tendência da Federação é apoiar Flávio Bolsonaro, mas isso é a minha opinião e não há nenhuma decisão sobre isso”. E voltou a lembrar que “ainda há tempo até as convenções, muita coisa pode acontecer e, em política, até boi voa”.


Ricardo Barros também falou sobre sua atuação em busca de recursos para grandes obras em Maringá e região. Ressaltou o Contorno Sul Metropolitano, que terá 32 km e receberá investimentos próximos a R$ 1 bilhão, e citou o rebaixamento de mais 7 km da linha férrea entre Maringá e Sarandi.


Ópera e Museu a Céu Aberto

Contou que a Ópera Oscar Niemeyer fica no caminho entre a sua casa e o seu escritório e que toda vez que passa por ali lembra que “é preciso ser perseverante e correr atrás, porque algumas coisas demoram 10, 20, 30 anos para deixar de ser sonho e se tornar realidade”.


A obra de R$ 70 milhões, segundo ele, “vai se tornar um cartão-postal da cidade e atrair espetáculos internacionais, pois tem muitos artistas que gostariam muito de se apresentar em uma obra de Niemeyer. A obra tem um vão livre de 70 metros e um pé direito de 26 metros. É muito sofisticada”.


Ricardo Barros também informou que já viabilizou recursos para a Secretaria de Cultura de Maringá criar um Museu a Céu Aberto, na área do antigo aeroporto, onde será o novo Centro Cívico. Em breve a Secretaria deverá lançar o edital. O museu, segundo o deputado, terá oito ou dez grandes esculturas.


Emoção ao falar do pai

Em situação rara, o deputado se emocionou, em pelo menos dois momentos ele chegou a embargar a voz e lacrimejar. Quando falou sobre sonhos de mais de 20 anos que estão sendo realizados e relembrou a história da família, em especial do pai, que aportou em Maringá antes ser município.


O deputado Ricardo Barros (PP) concedeu entrevista ao vivo na CBN Maringá na manhã desta quinta-feira, 2, no programa CBN 360, quadro O Assunto é Política, com a participação das apresentadoras Luciana Peña e Regeane Guzzoni. CBN

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