Procon-PR notifica postos por suspeita de aumento abusivo nos combustíveis


 O Procon-PR iniciou, nesta quinta-feira (19), uma operação para notificar postos de combustíveis sob suspeita de praticarem aumentos abusivos nos preços ao consumidor. A ação, que contou com visitas presenciais em Curitiba e o envio de notificações para estabelecimentos em todo o Paraná, integra uma mobilização nacional liderada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).


A iniciativa fundamenta-se na Constituição Federal e no Código de Defesa do Consumidor (CDC), visando reprimir abusos que prejudiquem os interesses econômicos dos cidadãos. O documento entregue aos proprietários cita, inclusive, que a instabilidade internacional entre Estados Unidos e Irã tem sido utilizada como justificativa para oscilações no valor do petróleo, mas que isso não permite repasses arbitrários.


Rigor na fiscalização

De acordo com o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge, o órgão tem o dever de proteger os paranaenses. “Se empresas estão aproveitando o atual cenário para cobrar preços abusivos, serão notificadas e responderão por seus atos”, afirmou.


A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, reforçou que a orientação da Senacon é intensificar a fiscalização em todo o país. Ela orienta que os motoristas adotem uma postura ativa:


“Nossa orientação é para que os consumidores também fiquem atentos, não aceitem essa prática, pesquisem preços e busquem postos que cobrem valores adequados.”


Prazos e exigências

Os estabelecimentos notificados possuem 20 dias corridos para prestar esclarecimentos. Entre as obrigações solicitadas pelo órgão, destacam-se:


Apresentação dos custos de compra junto às distribuidoras desde o dia 20 de fevereiro.

Envio de notas fiscais que comprovem os preços de venda à vista praticados.

Informação sobre a data em que ocorreu o repasse da isenção de impostos federais.

Justificativa plausível para qualquer elevação nos preços da gasolina comum, etanol e diesel (S10 e S500).

Penalidades

O descumprimento ou a falta de envio das informações solicitadas pode acarretar sérias consequências legais. Além de configurar crime de desobediência conforme o Código Penal, os infratores estão sujeitos a sanções administrativas, como multas pesadas e suspensão do fornecimento de serviços. Saiba Já

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