Prefeitura recebe demandas da população sobre criação de eixos de comércio e serviços em Maringá e Floriano

 


A Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam), realizou neste mês quatro audiências públicas para discutir a criação de eixos de comércio e serviços em vias do município e no distrito de Floriano. Com a participação de cerca de 100 pessoas ao todo, as reuniões abordaram propostas para trechos das ruas Júlio Favoretto, Marino Paulichi, José do Patrocínio, José Caovilla e José Martins de Oliveira.


Durante os encontros, foram apresentados os estudos técnicos e abertas escutas à comunidade sobre as alterações propostas. As audiências públicas são etapas obrigatórias para mudanças nos eixos de comércio e serviços, conforme a Lei Complementar nº 1.468, que trata do Uso e Ocupação do Solo no município.


As propostas apresentadas tratam da criação de Eixo de Comércio e Serviços C (ECSC), classificação aplicada a vias locais situadas em áreas predominantemente residenciais. Nesse tipo de eixo, é permitida a instalação de comércios e serviços de pequeno porte vizinhos, desde que não sejam incômodos, nocivos ou perigosos, possibilitando a convivência com o uso residencial e ampliando o atendimento às demandas do cotidiano dos moradores.


As audiências foram realizadas próximas às regiões impactadas pelas alterações, com participação de moradores dos bairros. Após as apresentações técnicas, a comunidade se manifestou com sugestões, dúvidas e apontamentos sobre os projetos.


A diretora-presidente do Ipplam, Tânia Verri, destacou a importância da participação da comunidade no processo de atualização do planejamento urbano. “A própria característica do comércio mudou com o crescimento das compras online. Falamos de uma alteração no modo de vida das pessoas, e essas mudanças precisam ser consideradas no planejamento urbano da cidade. Dessa forma, buscamos atender às demandas da comunidade e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.


Moradora da Zona 4, Luciana Alvarenga acredita que a mudança pode contribuir para o fortalecimento das atividades locais. “Atualmente, apenas um pequeno trecho da nossa rua fica fora do eixo de comércio. Mesmo estando ao lado de outros comércios, não posso atender meus clientes de forma presencial. Somos moradores do bairro há mais de 20 anos e queremos que seja um local cada vez melhor para todos”, disse.


Após essa etapa de participação popular, as propostas seguem para análise da Câmara Municipal. Caso aprovadas, passam a integrar as diretrizes urbanísticas vigentes para os trechos contemplados.


As solicitações de alteração dos eixos de comércio e serviços chegam ao Ipplam principalmente por demandas da população e de vereadores. Antes de serem encaminhadas para audiência pública, as propostas passam por estudos técnicos e urbanísticos e precisam de parecer favorável do município e aprovação do Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial (CMPGT). PMM

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