Prefeitura de Sarandi é palco de protesto de coletores de lixo


 A manhã desta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, foi marcada por um forte protesto de coletores de lixo em frente à Prefeitura de Sarandi. O movimento intensifica o impasse entre os trabalhadores da empresa terceirizada Costa Oeste e o poder público municipal.


O sindicato da categoria, Sinttromar, afirma que o prefeito Carlos de Paula (PSB) possui responsabilidade direta sobre as condições de trabalho e segurança.


As reivindicações incluem:


Reajustes salariais e bônus de R$ 800,00;

Melhorias na manutenção da frota de caminhões;

Fornecimento regular de EPIs.

Por outro lado, o prefeito De Paula alega que os repasses à empresa estão em dia e que o conflito deve ser resolvido entre a prestadora e os funcionários, ameaçando romper o contrato. Embora a Justiça tenha determinado a manutenção de 90% das atividades, a paralisação parcial já atrasa a coleta e preocupa os moradores.


Contraponto no legislativo


Segundo o vereador Aparecido Biancho (PT): “Os trabalhadores da coleta de lixo seguem sem ser recebidos pelo prefeito. Mesmo com o serviço terceirizado, cabe ao prefeito cobrar da empresa melhores condições de trabalho. Fingir que não tem responsabilidade não resolve o problema.”


Prefeitura de Sarandi mantém rigor em contrato de coleta após protesto

O prefeito Carlos de Paula reforçou que a prefeitura cumpre rigorosamente os termos financeiros do contrato assinado no final de 2024.


Detalhes financeiros e contratuais

O prefeito destacou que o município não cederá a pressões por reajustes fora do que está previsto legalmente:


Valor por tonelada: O município paga atualmente R$ 207,00 por cada tonelada de lixo coletada.

Repasse mensal: A prefeitura destina cerca de R$ 600.000,00 mensais à empresa Costa Oeste.

Impacto ao cidadão: De Paula enfatizou que qualquer aumento extra no contrato resultaria em um reajuste na taxa de lixo paga pela população, o que a prefeitura busca evitar.

“A coleta precisa melhorar para evitar transtornos à nossa cidade. Caso isso não ocorra, romperemos o contrato com a empresa”, afirmou o prefeito, lembrando que a Costa Oeste conhecia todas as obrigações trabalhistas e de segurança desde a licitação. Saiba Já

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