O município de Maringá contabilizou 3.463 registros de denúncias por maus-tratos e abandono de animais durante o ano de 2025. Em 2026, até 11 de fevereiro, já foram formalizados 422 protocolos. As informações são da Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal de Maringá (Sebea), responsável pela fiscalização, pelo resgate e pelo encaminhamento dos animais para adoção.
Segundo a secretaria, o serviço de resgate atende principalmente animais em situação de rua ou em condição de vulnerabilidade que precisem de atendimento veterinário.
O que fazer ao se deparar com um possível maus-tratos?
O acionamento deve ser feito pelo telefone 156, canal oficial da Ouvidoria Municipal, que gera número de protocolo para acompanhamento da ocorrência.
Depois do chamado, uma equipe técnica vai até o local para avaliação. Se for constatada a necessidade de intervenção, o animal é recolhido e encaminhado para cuidados veterinários. Após o tratamento e a recuperação, ele pode ser destinado a um lar temporário — caso haja interessado apto — ou participar das feiras de adoção organizadas pelo município.
As denúncias de maus-tratos também devem ser registradas pelo 156, pelo aplicativo da Ouvidoria ou pelo site da Prefeitura. A partir do protocolo, a equipe de fiscalização realiza vistoria e análise técnica. Dependendo do que for constatado, o animal pode ser mantido no local com orientações ao responsável ou recolhido para atendimento.
Caso cão 'Orelha'
Casos recentes de violência contra animais reforçam o debate sobre o tema no país. Um dos episódios que ganhou repercussão nacional foi a morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, ocorrida na Praia Brava, em Santa Catarina.
O animal foi atacado no início de janeiro e, após atendimento veterinário, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. O caso teve desdobramentos ao longo do mês, incluindo investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Animais comunitários
Assim como o Orelha, no país existem os animais comunitários, que são aqueles que, mesmo sem tutor individual definido, vivem em determinada região e recebem cuidados de moradores ou comerciantes locais. Eles costumam ser alimentados, abrigados e, em muitos casos, vacinados e castrados com apoio da própria comunidade.
Após a repercussão do caso em Santa Catarina, foi sancionada a Lei nº 19.726, que institui a política estadual de proteção e reconhecimento de cães e gatos comunitários. A norma reforça que esses animais também devem ser amparados por políticas públicas e pela responsabilidade coletiva da sociedade.
Adoção em Maringá
De acordo com informações da Prefeitura de Maringá, quando há recolhimento, o animal passa por avaliação clínica e, posteriormente, pode ser disponibilizado para adoção responsável.
Antes de serem encaminhados a novos tutores, os animais resgatados recebem avaliação veterinária e, quando necessário, são vacinados e castrados, conforme idade e condição de saúde.
Para adotar, é preciso ter mais de 18 anos, apresentar documento com foto, comprovante de residência e participar de entrevista de orientação. A secretaria destaca que a adoção implica responsabilidade contínua, incluindo alimentação adequada, acompanhamento veterinário e garantia de um ambiente seguro. Hoje Maringá

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