Em Maringá, todo mundo reclama do trânsito. Do motorista apressado, da vaga ocupada “só por dois minutos”, do carro parado em local proibido, da buzina sem motivo. O curioso é que, quase sempre, o problema parece ser o outro.
A empatia, nesse cenário, anda em baixa. A seta virou opcional. A faixa de pedestre virou sugestão. A garagem alheia virou estacionamento provisório. E o direito do outro… bem, esse pode esperar.
Mas vale a pergunta que raramente é feita: e se fosse com você?
Se fosse seu filho atravessando a rua.
Se fosse um idoso tentando passar.
Se fosse você chegando em casa e encontrando a entrada bloqueada.
O trânsito é um reflexo direto da convivência em sociedade. O mesmo vale para a vida em condomínio, na vizinhança, no comércio ou na rua. Não fazer com o outro aquilo que você não gostaria que fizessem com você não é discurso bonito — é regra básica de civilidade.
Respeitar sinalização, não fechar cruzamentos, dar preferência, não estacionar onde atrapalha não é gentileza. É obrigação.
Maringá não precisa apenas de mais fiscalização ou multas. Precisa de mais consciência coletiva. De menos pressa individual e mais respeito mútuo.
Antes de acelerar, buzinar ou “parar rapidinho”, a reflexão é simples:
👉 se fosse comigo, eu acharia justo?
Porque, no fim das contas, trânsito não é só sobre carros. É sobre pessoas. Hoje Maringá

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