A 13ª edição da pesquisa "O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios", elaborada pelo Sebrae e pela FGV (Fundação Getulio Vargas), revela, entre outros pontos, que o aumento dos custos é o fator que mais dificulta as empresas voltarem à situação financeira que tinham antes da pandemia.
A pesquisa quantitativa mostrou que 86% das empresas estão operando, 31% delas da mesma forma que antes da pandemia.
No Paraná, o índice é minimamente superior: 32% responderam que está funcionando da mesma forma que antes da crise e 55% funcionando com mudanças.
O aumento dos custos (insumos, mercadorias, combustíveis, aluguel e energia elétrica) foi apontado como a principal causa para as empresas voltarem à situação financeira que tinham antes de março de 2020.
O índice foi exatamente o mesmo nas respostas de MEI (microempreendedores individuais) e micro e pequenas empresas, 50%. A falta de clientes foi o segundo fator apontado, 27% para os MEI e 22% para as micro e pequenas.
No recorte estadual, 48% dos entrevistados indicaram o aumento dos custos como a principal dificuldade, seguido da falta de clientes, com 24%.
Mediante a alta de tarifas, sete em cada dez empresas responderam que adotaram alguma medida para tentar reduzir gastos com energia elétrica. Na tabulação nacional, os MEI procuraram evitar o uso de energia elétrica em horários de pico.
Nas micro e pequenas empresas, os colaboradores foram orientados sobre a importância de poupar energia.
Entre os empresários de pequenos negócios do Paraná, 35% optaram por orientar os colaboradores sobre a importância de reduzir o uso da energia elétrica. Outros 25% optaram por evitar o uso de energia nos horários de pico.
Outras medidas, em menor porcentagem, foram: inspeção da qualidade das instalações elétricas das empresas; troca de equipamentos por outros mais modernos e econômicos; e instalação de painéis fotovoltaicos.
Dianalu de Almeida Caldato, consultora do Sebrae/PR, observa que, mesmo com a retomada da economia, os empreendedores não podem descuidar dos controles de gestão.
“Tivemos acréscimo significativo nos custos da energia elétrica, com a crise hídrica, dos combustíveis e dos insumos importados, pela valorização do dólar.
Os custos acabam fragilizando o caixa das empresas, resultando em margem de lucro menor e recuperação mais tardia”, avalia.
A consultora acrescenta que, em muitos casos, as empresas acabam tendo que vender mais em função dos altos custos.
“A gestão eficiente torna-se ainda mais importante, em função dos controles adequados de custos de produção e de venda. É preciso estudar, analisar as margens, verificar se há equilíbrio entre receitas e despesas. Sem gestão cuidadosa, o empreendedor corre o risco de vender bem e não ver o dinheiro”, alerta Dianalu. Hoje Mais Maringá
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