Nesta terça-feira, 11, a Petrobras anunciou um aumento de preço nas refinarias. O primeiro em 77 dias e o primeiro do ano, segundo a estatal. O empresário Paulo Vital, dono de uma rede de postos de combustíveis de Maringá, diz que nesta quinta-feira, 13, deve receber estoque novo com o valor reajustado, que será repassado para o consumidor maringaense.
O litro da gasolina deve subir R$0,17 e do diesel R$0,27. “Eu já fiz o pedido para amanhã […] e agora é uma corrente. Na semana que vem o etanol sobe e outra situação também é que durante a semana agora, a Petrobras vai ajustando mais alguns centavos, até chegar onde ela precisa”, afirma Vital.
O empresário diz que neste começo de ano já comprou combustível com aumento de preço. Um reajuste que não teria sido anunciado pelo Governo.
O reajuste veio da distribuidora, mas com a justificativa de que a Petrobras estaria ajustando os preços à cotação do petróleo no mercado internacional.
“Essa história da Petrobras dizendo que depois de 77 dias é o primeiro aumento é uma mentira deslavada. Por quê?
Porque no dia 1º de janeiro houve aumento no óleo diesel na casa de R$0,22 e, na semana seguinte, houve aumento na gasolina em torno de R$0,07, o que ela não divulgou e, automaticamente, nós não conseguimos passar esse aumento que teve”, diz o empresário.
Enquanto a cadeia produtiva vai repassando reajustes, o consumidor vai se defendendo como pode das altas nos preços. Os clientes dos postos estão comprando menos e procurando o combustível mais barato.
“As vendas já estão fracas, porque o consumidor já está muito mais econômico do que antes. Hoje ele vai em busca de qualidade, mas também de preço, então a gente acaba não repassando o aumento na totalidade”, complementa Vital.
Quem não tem como reduzir o consumo de combustível vai se virando como pode para continuar usando o carro. É o caso do produtor rural Barbosa de Oliveira, que viaja longas distâncias todo dia para vender frutas in natura.
“Toda semana um tanque. […] Está bastante alto, […] uso a gasolina porque o álcool não está compensando. […]
Aí é combustível, é energia que é muito cara, água, tudo, né?”, conta Oliveira.
E o aumento do diesel preocupa porque impacta na produção e distribuição de alimentos e outras mercadorias, diz Antônio Romeiro. “O diesel preocupa, porque subindo o preço do diesel sobe o preço de tudo quanto é coisa, por isso preocupa bastante. […]
Eu procuro andar a pé, mas de modo geral se sobe o preço do diesel, sobe o preço de tudo”, diz Romeiro.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) faz pesquisa de preços de combustíveis semanalmente.
Na primeira semana do ano, de 2 a 8 de janeiro, a pesquisa apontou um preço médio de R$ 6,56 no litro da gasolina comum em Maringá. O menor preço encontrado foi R$ 6,50 e o maior preço R$ 6,79.
A reportagem entrou em contato com a Petrobras por e-mail para comentar a afirmação do empresário.
A Petrobras informou que os reajustes citados pelo empresário se referem provavelmente a ajustes de preços feitos pela distribuidora, não pela estatal. A Petrobras não aplica aumento de preços em dias não úteis como foi o caso citado pelo empresário do reajuste do diesel no dia 1º de janeiro. GMConline
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