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Paraná
29/04/2015

Cenário de guerra em Curitiba Confronto com PM deixa 170 feridos no PR; alvo de protesto, projeto é


Mesmo com a greve e pressão dos professores na porta da Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto que propõe mudanças na Paranaprevidência foi aprovado no final desta tarde. O texto final será encaminhado para a sanção do governador Beto Richa. O clima foi de tensão no Centro Cívico durante a manifestação dos professores. Por volta das 15h horas desta quarta-feira, policiais militares e manifestantes entraram em confronto na frente da Assembleia Legislativa. Imagens mostram que os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água contra os manifestantes. Os professores, no fim do dia, decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Segundo a Prefeitura de Curitiba, 213 pessoas ficaram feridas na manifestação. Destas, 150 foram atendidas em 12 ambulâncias. Outros 63 feridos foram encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento, o Hospital Cajuru recebeu 36 pacientes, e o Hospital do Trabalhador recebeu outros 7 feridos.Segundo o governo do estado, 40 manifestantes ficaram feridos e outros 20 policiais. Governo do Estado Em nota, o governo do Paraná disse lamentar “os atos de confronto, agressão e vandalismo” e que as reiteradas tentativas dos manifestantes de invadir a Assembleia Legislativa culminaram com a ação de defesa das forças policiais. Ainda de acordo com o governo, sete pessoas foram detidas por envolvimento direto no ataque aos policiais. Essas pessoas seriam ligadas ao movimento black-bloc e está em curso uma investigação sobre a atuação delas durante a manifestação. Prefeitura O prefeito Gustavo Fruet (PDT) disse que até o momento houve 34 pessoas encaminhadas ao hospital e mais de 100 atendimentos. O prédio da prefeitura está aberto para o acolhimento de feridos na a ação da polícia contra os manifestantes no Centro Cívico. As ambulâncias não foram suficientes e equipes da Guarda Municipal foram acionadas para ajudar no deslocamento dos manifestantes feridos. CAIXA ZERO: Bombas e tiros foram disparados sem qualquer justificativa possível Centro Cívico vira praça de guerra; veja imagens PM e manifestantes entram em confronto e sessão continua. Cenário é de guerra fora do prédio da Alep. Fruet repassou as informações em uma entrevista a jornalistas durante o confronto, por volta das 16 horas. Durante a conversa, bombas de gás lacrimogêneo continuavam sendo disparadas pela polícia. O prefeito disse que a ação do governo do estado tem um grau violência desnecessário. “Há dias a prefeitura vem alertando da desproporcionalidade da força.” O Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Centro Cívico , que atende cerca de 150 crianças, entrou em contato com os pais das crianças para que fossem buscá-las com urgência. Algumas delas estavam passando mal por causa do gás lacrimogênio utilizado pelos policiais. O fotógrafo Henry Milléo da Gazeta do Povo se machucou durante a cobertura. Ele estava ao lado de um homem que foi atingido por uma bomba e caiu no chão. Enquanto fotograva, Milléo acabou sendo atingido por estilhaços do explosivo no punho e na barriga. Ele conta que, além dos ferimentos, após a explosão sentiu um zumbido bem forte no ouvido. Dentro da Alep Mesmo com o tumulto do lado de fora, deputados votaram o projeto de mudanças na Paranáprevidência. Houve bate-boca entre os deputados e a sessão chegou a ser interrompida, mas a discussão foi retomada. Antes, aprovaram por 31 votos contra 19 o parecer do líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), as emendas apresentadas à proposta. Das 16 emendas, 15 foram acatadas pelo peemedebista quanto à constitucionalidade. No mérito, porém, apenas quatro delas devem passar. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou o parecer do relator das emendas feito pelo líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Em sessão relâmpago, os deputados aprovaram quinze emendas e substitutivos e mandaram o projeto para plenário. A tendência é de que apenas três emendas sejam aprovadas em plenário. Antes da aprovação, o deputado Tadeu Veneri disse que o governo vai conseguir aprovar projeto, mas questionou o preço a ser pago. “Este é um momento triste do parlamento”.


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