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Agricultura
18/05/2014

Sem-terra se mobilizam no Centro-Oeste


Eles eram crianças há duas décadas e acompanharam os pais quando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) promoveu uma série de ocupações no Paraná. O tempo passou, os "sem-terrinha" cresceram e agora pretendem seguir os mesmos passos dos pais.

Desde o dia 1.º de maio, eles formaram um novo acampamento em Rio Bonito do Iguaçu, na região Centro-Oeste, e estão dispostos a ocupar uma nova área. Já são 1,5 mil famílias e o movimento pretende chegar a 3 mil antes de definir onde e como será ocupação.

Diferentemente do que aconteceu há 18 anos, quando o acampamento foi formado às margens da rodovia antes da invasão às terras pertencentes à empresa Araupel, desta vez a mobilização é feita dentro do assentamento Ireno Alves, em um espaço cedido por um agricultor assentado.

Apesar de o grupo estar acampado praticamente na divisa das terras da Araupel, o MST nega que tenha discutido ocupar áreas da empresa. Na semana passada o prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, Írio Rosso (PMDB), visitou o acampamento e prometeu dar o "apoio que for necessário, dentro das possibilidades" aos acampados. A prefeitura de Rio Bonito chegou a anunciar em seu site que os sem-terra pretendem ocupar 31 mil hectares da fazenda da Araupel.

Na quinta-feira, a Gazeta do Povo esteve no acampamento, onde a equipe foi recebida por duas jovens, Mônica Macedo e Ana Paula dos Santos, ambas de 18 anos, destacadas previamente pela diretoria estadual do MST para falar em nome do movimento. Um rapaz que se identificou como Joílson acompanhou a entrevista ao lado de outra líder do movimento. O MST não permitiu imagens fechadas dos barracos, nem entrevistas com as famílias.

Mônica e Ana Paula negaram que haja definição pelas terras da Araupel. "Não foi discutido, enquanto movimento sem terra, a área que a gente vai ocupar", diz Mônica. Segundo ela, o momento é de organização e a ocupação pode ocorrer em qualquer lugar da região.

O acampamento é vigiado por todos os lados por integrantes do movimento responsáveis em fazer a segurança no local. Logo na entrada foi montada uma guarita para identificação de quem chega e, a partir dali, o acesso para estranhos é permitido apenas a pé.

A ocupação de um novo espaço no Paraná faz parte das chamadas "grandes ocupações" programadas pelo MST e foi decidida no 6.º Congresso Nacional do movimento, realizado em fevereiro. "Para isso é necessário massificar e organizar grandes acampamentos", diz Mônica. BP



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