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Agricultura
05/01/2012

PR reduz safras de soja e milho por seca; SC também tem quebra


O Paraná reduziu nesta quinta-feira as suas previsões para as produções de soja e milho 2011/12 por conta de uma forte estiagem que atingiu as lavouras durante o mês de dezembro, o que também resultou em perdas nos outros dois Estados do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo maior produtor de soja do Brasil, o Paraná deverá colher agora 12,73 milhões de toneladas, ante 14,12 milhões de toneladas da previsão de dezembro. No ano passado, o Paraná colheu um recorde de 15,3 milhões de toneladas, de acordo com dados do governo estadual. A perda financeira nas lavouras de soja chega a 1,02 bilhão de reais, de acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural), do governo estadual. Este cálculo leva em conta o preço médio no Estado até a última terça-feira, de 43,16 reais por saca. A previsão da primeira safra de milho foi reduzida para 6,4 milhões de toneladas, ante 7,4 milhões de toneladas estimadas em dezembro. Na temporada passada, o Paraná produziu 6,1 milhões de toneladas de milho no verão. O Estado é o principal produtor de milho do Brasil. No caso do milho, o Deral estima perda de 361,7 milhões de reais, com base em uma cotação média no Estado de 21,70 reais até terça-feira. "Desde novembro, pelo efeito La Niña, o Estado vem recebendo chuvas abaixo da média, o que comprometeu a safra", disse a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi. A situação das lavouras no Sul do país, assim como na Argentina, também afetada pelo La Niña, está sendo acompanhada atentamente pelo mercado internacional, que vem registrando altas na bolsa de Chicago em função do tempo seco. Brasil e Argentina somados respondem pelo maior volume global de produção de soja. O La Niña, que tende a produzir poucas e irregulares chuvas no Sul do Brasil e Argentina, pode continuar ampliando as perdas, uma vez que não há previsão de precipitações volumosas para a região nos próximos dias. Dados do Simepar, órgão meteorológico do Paraná, indica que as chuvas devem continuar esparsas e abaixo da média normal para o Estado, segundo a agrônoma. "São condições muito heterogêneas: algumas perdas são irreversíveis, mas dentro de um mesmo município é possível ver lavouras com desempenho melhor", acrescentou a agrônoma. Segundo o Deral, as áreas mais afetadas estão nos municípios de Toledo, Campo Mourão, Maringá e Francisco Beltrão, nas quais choveu menos de um terço da média normal para o mês de dezembro no Paraná. SANTA CATARINA A irregularidade das chuvas também resultou em perdas para o Estado vizinho ao Paraná. Santa Catarina registrou uma perda de 8,5 por cento na produção de milho, na comparação com a estimativa inicial de 3,84 milhões de toneladas. O volume absoluto da quebra na produção do Estado, importante produtor de carnes, é de 326 mil toneladas, ou prejuízo de 129 milhões de reais, segundo relatório da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Estado (Epagri). O órgão também detectou prejuízo mínimo na produção de soja, de 2 por cento, ou 15,4 mil toneladas, concentrado na região oeste do Estado, com maior problema de falta de chuva. Santa Catarina é pequeno produtor agrícola comparado com o Paraná e outro Estado sulista, o Rio Grande do Sul, onde as perdas para o milho são vistas como expressivas. Na quarta-feira, a Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul) afirmou que 30 por cento da área agrícola do Estado está em situação "crítica". Assim como em Santa Catarina, por ora, as perdas são maiores no milho do Rio Grande do Sul. Mas a falta de chuva também afeta a germinação e o desenvolvimento inicial da soja no terceiro produtor nacional da oleaginosa. Ainda nesta quinta-feira, a Emater, órgão de assistência técnica do governo do Rio Grande do Sul, deve divulgar mais detalhes sobre os prejuízos. O La Niña não reduz as chuvas no Centro-Oeste, onde a safra se desenvolve bem. Reuters


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