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Agricultura
02/12/2011

Dilma reduz verba de reforma agrária, dizem PT e MST


O núcleo agrário da bancada do PT no Congresso está preocupado com os rumos da reforma agrária no governo Dilma Rousseff. A preocupação está ligada sobretudo à proposta orçamentária para o Ministério do Desenvolvimento Agrário em 2012. Em termos reais, segundo análise técnica do núcleo, a proposta ignora os avanços ocorridos nos mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e retorna ao patamar de 2002, último ano do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de um retrocesso, segundo o núcleo. Os 24 deputados que integram o grupo - a maioria vinculada a movimentos de sem-terra e de defesa da agricultura familiar - manifestaram seu descontentamento durante um encontro em Brasília, no mês passado. Mais tarde, um dos principais assessores técnicos da bancada para a área de política agrária, Uelton Fernandes, distribuiu uma nota, a título de oferecer subsídios para o debate. O texto começa da seguinte maneira: “Os deputados que compõem o núcleo agrário da bancada do PT manifestaram preocupação com o orçamento da reforma agrária e dos programas e políticas públicas para a agricultura familiar”. O texto, na linha do fogo amigo, foi logo apropriado e divulgado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que acusa Dilma de não dar atenção adequada à reforma agrária. Em nota distribuída ontem, com novas críticas à presidente petista, a coordenação do movimento enfatiza, como se fosse um desmerecimento: “Levantamento feito pela assessoria técnica da liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara aponta que o orçamento para o setor retrocederá em 2012, chegando aos patamares do governo Fernando Henrique Cardoso”. De acordo com a nota da assessoria do PT, os recursos para o Ministério em 2012 apresentam redução de 6,8% em relação ao que foi autorizado em 2010 e de 1,7% na comparação com 2011. No caso específico do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), verificou-se incremento de 5% em relação a 2011. Se a comparação for feita com os valores de 2010, a redução é de 11%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. AE


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