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Brasileirão
07/09/2011

No milésimo jogo de Rogério Ceni, São Paulo conquista a liderança


Na festa do milésimo jogo de Rogério Ceni com a camisa do clube, o São Paulo não jogou o futebol que esperavam os mais de 60 mil torcedores presentes ao Morumbi na tarde desta quarta-feira (7) de feriado. Mesmo assim, o Tricolor venceu o Atlético-MG por 2 a 1, com gols de Lucas e Dagoberto, e pulou para a liderança momentânea do Campeonato Brasileiro, com 41 pontos. Pode perder este posto ao fim desta 22.ª rodada, se o Corinthians vencer ou mesmo empatar com o Flamengo, quinta, no Pacaembu. O jogo teve três recordes: o maior público (60.514 pagantes), a maior renda (R$ 1.566.195,00), e o gol mais rápido do Brasileirão (de Lucas, aos 25 segundos). Sem mais ameaçar, o São Paulo levou o empate ainda no primeiro tempo e só chegou à vitória graças a um chute preciso de Dagoberto, aos 7 minutos da segunda etapa.A vitória fez a equipe encerrar um jejum de três jogos sem vencer no Morumbi. Foi só o segundo triunfo de Adilson em sete vezes que o São Paulo atuou como mandante, sob seu comando, no Brasileirão. Já o Atlético-MG, que vinha de dois resultados positivos, para nos 21 pontos e segue na zona de rebaixamento. No domingo, o São Paulo vai a Porto Alegre para visitar o Grêmio às 18h, no Olímpico. O Atlético-MG joga na Arena do Jacaré, no mesmo dia e horário, contra o Bahia, em briga direta contra o rebaixamento. O jogo Ao subir ao gramado do Morumbi, Rogério Ceni, conforme previsto, foi ovacionado pelo estádio. Recebido por 60 mil torcedores nas arquibancadas e mil crianças à beira do campo, o homenageado da tarde ganhou uma placa e uma camisa comemorativa, entregues por Luis Fabiano, retribuindo a participação do goleiro na festa de apresentação do centroavante. Quando o árbitro apitou o início da partida, a festa parecia que seria perfeita. Logo no primeiro lance do jogo, Lucas partiu com a bola dominada, tocou para Casemiro, recebeu de volta (se antecipando à zaga), invadiu a área e bateu rasteiro na saída do goleiro. Aos 25 segundos, saía o gol mais rápido do Brasileirão. O futebol do São Paulo em todo o primeiro tempo, porém, acabou restrito a este primeiro minuto. Depois, mais um martírio para a torcida. Muitos passes errados no meio-campo e no ataque, sentindo, mais uma vez, a falta de um centroavante (Henrique e Willian José estavam no banco). Para piorar, a equipe demonstrava desorganização. Wellington foi improvisado na lateral-direita, Rodrigo Caio entrou no meio-campo, mas era o zagueiro João Filipe quem, desses, mais chegava ao ataque. A apatia foi punida aos 10 minutos. Daniel Carvalho bateu escanteio da esquerda, Réver subiu muito mais que Casemiro e cabeceou firme, no contrapé de Rogério Ceni, que só ficou olhando. Era o empate mineiro. Exceção aos dois gols, nenhuma outra emoção. Do Atlético-MG foram dois chutes a gol e duas defesas fáceis de Rogério. Do São Paulo, três chutes de fora da área, todos saindo para tiro de meta. O de Lucas e um dos dois de Juan, porém, passaram perto do gol atleticano. A torcida só se empolgou em comemorar o cartão amarelo recebido por Richarlyson e pedir a entrada de Rivaldo. No fim do primeiro tempo, merecidas vaias à equipe. Apesar da atuação ruim, Adilson não mudou o time no vestiário. A sorte do São Paulo foi que Dagoberto acertou um chute preciso aos 7 minutos e voltou a pôr os donos da casa à frente do placar. Em sua jogada característica, ele arriscou de longe e mandou a bola no canto direito de Renan Ribeiro, que nada pôde fazer. Na comemoração, o atacante correu abraçar Adilson Batista ignorando a festa de Rogério Ceni. Tal qual na primeira etapa, o São Paulo se contentou com o gol e não conseguia mais chegar à área adversária. Em busca de maior criatividade no meio-campo, Adilson tirou Cícero, agora jogador de seleção, mas que foi muito discreto nesta tarde, e atendeu o pedido da torcida, colocando Rivaldo em campo. Em dois passes do pentacampeão, o São Paulo voltou a assustar. Primeiro Dagoberto foi quem recebeu e arriscou. A bola bateu na zaga e passou pouco acima do travessão. Depois, foi Lucas quem dominou pela esquerda, fez jogada individual, invadiu a área, mas acabou desarmado. O Atlético-MG revidou com uma bela tabela entre Magno Alves e Guilherme, concluída por este, para fora. Aos 35 minutos, Leonardo Silva deu uma tesoura em Carlinhos Paraíba no meio campo, levou o vermelho direto e deixou o Atlético-MG com um jogador a menos em campo. Réver, logo em seguida, fez falta parecida na intermediária, mas só levou o amarelo. Com um a mais, o São Paulo passou a ter mais espaço nos contra-ataques e desperdiçou ótima chance de ampliar. Casemiro cruzou da direita e achou Dagoberto livre no segundo pau. O atacante nem chutou nem tocou para Juan, sozinho com o gol aberto. Tentou encobrir Renan Ribeiro e mandou para fora. AE


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