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Colunistas
22/10/2007

Artigo: ciclo de ameaças


     O afastamento temporário do ainda presidente do senado Renan Calheiros, parece apontar para a velha tática usada pelos  políticos inescrupúlosos desse país. Ele deve renunciar ao mandato, para não perder seus direitos políticos, e na próxima eleição candidatar-se novamente ao senado. E do jeito que o povo é sem vergonha, ele voltará eleito pelo voto popular, sem sofrer nenhuma punição pelos seus atos.  Um ato repetitivo, mas tudo de acordo com a lei, e de acordo com a cartilha usada por políticos como: Severino Cavalcante, ACM, Jader Barbalho, Joaquim Roriz dentre outros.

     Mas o interessante da atitude do senador Renan Calheiros, e o que está por trás de toda essa polêmica envolvendo o senador pmdebista, é a aprovação da CPMF (Contribuição provisória sobre movimentação financeira), que é a prioridade do governo Lula neste momento. Com os ânimos acalmados no senado, como se isso fosse possível, o governo espera que a tramitação da lei que prorroga a CPMF, seja aprovada sem grandes problemas. E o desespero é tão grande que o ministro da fazenda Guido Mantega ameaça, caso a cpmf não seja prorrogada, de aumentar alíquotas sobre impostos já existentes, e de criar novos impostos para suprir o desfalque da cpmf. Mesmo discurso usado por Lula, que também usou um tom de ameaça ao falar que sem a cpmf haverá comprometimento no Programa de Aceleração do Crescimento  (PAC): "Temos R$ 504 bilhões num programa de investimentos em infra-estrutura e, se não pudermos utilizar esse dinheiro, teremos de mexer em outras áreas", comentou.

     A república vive um momento de intrigas e um ciclo de ameaças, o PSOL ameaça Renan, Renan ameaça os senadores, os senadores ameaçam o governo, o governo retalha ameaçando os senadores na aprovação das emendas constitucionais, Lula ameaça parar o PAC ( como se já não estivesse parado) o ministro da fazenda ameaça o povo com uma possível criação de mais impostos, e o povo, que deveria ameaçar os políticos, não se incomoda com nada disso, e desse modo não ameaça ninguém. E a oposição que deveria ser uma ameaça constante contra o governo Lula, toma atitude de aliado e não se manifesta.

     A república se mostra como um velho oeste, uma terra sem lei onde os bandidos apontam suas “carabinas” uns para os outros, e balas perdidas recocheteiam no planalto. Mas como toda bala perdida encontra um destino, o povo vira alvo ambulante, perdido sem saber pra onde correr. E tudo isso é assistido passivamente, e magistralmente por um velho sherife sentado em sua velha cadeira de balanço sem a mínima vontade de fazer justiça. E quando o tiroteio começa a ficar feio, o velho sherife venda seus olhos e faz do jargão uma realidade: “A justiça é cega”.

     Anderson Cavaca



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